Entenda as Classes do Rafting

O rafting pode ser classificado em seis classes (níveis) diferentes que levam em consideração a dificuldade para a travessia do rio e os riscos impostos por ele. A seguir, você vai saber um pouco mais sobre cada uma dessas classes.

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20/07/2016 Por Rio Abaixo

As classes do rafting seguem a Escala Internacional de Dificuldade dos Rios – International Scale of River Difficulty –  que foi criada pela American Whitewater com o intuito de se tornar uma escala única, por isso intitulada como internacional. Seu principal objetivo é tonar evidente quais riscos e dificuldades um determinado rio pode impor aos seus exploradores e navegantes. Dessa forma, a escala pode ser aplicada em qualquer rio, inclusive nos rios brasileiros.

A escala é amplamente utilizada em diversos esportes aquáticos, tais como o rafting, o riverboarding ou boia cross, canoagem, caiaque e stand up paddle.

Classe I – Fácil: águas rápidas com ondas e pedras pequenas. Poucas obstruções, todas óbvias e compreendidas com pouco treinamento. O risco para nadadores é pequeno e o autossalvamento é fácil.

Classe II – Iniciante: corredeiras diretas com largos e evidentes canais. Impõe a necessidade de manobras ocasionais para o fácil desvio de pedras e ondas. Nadadores raramente sofrem algum tipo de ferimento. Quando o rio atinge sua velocidade máxima, pode ser classificado como Classe II+.

Classe III – Intermediário: corredeiras com ondas moderadas e irregulares que podem ser difícil de evitar e inundam o bote. Manobras complexas para controle do bote dentro de passagens estreitas ou no contorno de bordas são muitas vezes necessárias. Ondas grandes podem ser presentes mas podem ser evitadas de maneira fácil. Redemoinhos fortes pode ser encontrados em rios com grande volume de água. Nadadores raramente sofrem algum tipo de acidentes, o autossalvamento é fácil e o salvamento por grupo de apoio pode ser necessário para evitar submersão por longo tempo. Essa classe pode se estender ao nível III+ em caso extremo.

Classe IV – Avançado: apresenta corredeiras intensas e poderosas, mas previsíveis que requerem o controle preciso do bote em águas turbulentas. Dependendo do caráter do rio, ondas grandes, buracos e passagens estreitas podem exigir a realização de manobras rápidas e precisas sob pressão. Nesse tipo de rio o risco para nadadores é de moderado a alto e as condições das águas podem tornar o autossalvamento difícil. O salvamento por grupo de apoio muitas vezes é necessário e requer habilidades práticas. Quando o rio chega ao seu ápice, pode receber classificação IV+.

Classe V – Especialista: corredeiras extremamente longa, violenta e com muita obstrução que expõem o remador a riscos adicionais. Apresenta ondas grandes e inevitáveis com quedas íngremes e elevadas e rota complexa. O rafting nesse tipo de rio exige um alto nível de aptidão. O nado não é indicado, pois o salvamento pode ser muito difícil, mesmo para especialistas. Equipamentos e grupo de apoio são essenciais. Devido a grande variedade de dificuldade que esse tipo de rio impõe, a Classe V é uma escala aberta com vários níveis designados por 5.1, 5.2, 5.3, etc…

Classe VI – Extremo: esses rios devem ser evitados porque apresentam níveis de dificuldade extremo, com muita imprevisibilidade e perigo. As consequências dos erros podem ser graves e o resgaste impossível. Deve ser explorado penas por equipes formadas por peritos, em níveis de água favoráveis, após uma inspeção pessoal próxima e após tomar todas as precauções.

 

Fonte: American Whitewater
https://www.americanwhitewater.org/content/Wiki/safety:start